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Desafios de biossegurança – Autoclaves em ambientes hospitalares

A autoclavagem a vapor é o método universalmente selecionado para os processos de descontaminação de resíduos de risco biológico. As autoclaves entram como elementos centrais no processo de esterilização em ambientes hospitalares, combinando o uso de vapor, temperatura e pressão. Nesse sentido, a autoclavagem pode ser aplicada tanto para esterilização de instrumental cirúrgico quanto para esterilização de resíduos para descarte.

Por outro lado, esse processo apresenta em si desafios tanto em biossegurança quanto os desafios econômicos que elevam custos em sua aplicação. Ao mesmo tempo em que existe uma gama de riscos que precisa ser controlada, erros básicos no uso da autoclave podem resultar em danos por oxidação no instrumental cirúrgico que é submetido à esterilização nesse tipo de equipamento.

Entre os fatores envolvidos nos riscos do processo de autoclavagem, estão:

– projeto das portas, juntas e mecanismos de segurança;

– presença de flange de vedação biológica;

– materiais e sacos de embalagem;

– total penetração do vapor na câmara;

– total remoção do ar da câmara;

– contenção, filtração e descontaminação do vapor e do ar.

Entre os fatores envolvidos na oxidação do instrumental submetido à esterilização, estão:

– longo tempo de exposição dos instrumentos ao vapor de esterilização;

– impurezas contidas no vapor.

Para que o tempo de esterilização seja menor, deve-se obter temperatura homogênea na câmara da autoclave. Para isso, é importante a retirada de todo o ar da câmara, o que permite que o vapor penetre todos os espaços e o interior dos pacotes. A forma como o ar é retirado da câmara divide as autoclaves em dois tipos: as que removem o ar por gravidade e as que removem o ar através do processo de pré-vácuo pulsante.

Nos modelos de autoclaves de pré-vácuo pulsante, o processo de esterilização inicia com pulsos de pré-vácuo e pressão retirando o ar existente na câmara. Este ar retirado passa por um filtro sanitário, retendo as bactérias presentes. Aqui entra o controle do risco de lançar resíduos com potencial de dano biológico para o ambiente.

Para a remoção das impurezas do vapor, novamente faz-se necessário o uso do filtro sanitário. Em especial quando o processo de esterilização utiliza vapor limpo. Nesse caso, o filtro sanitário é peça fundamental para garantir somente calor e água na forma de vapor. Em processos hospitalares, farmacêuticos ou de biotecnologia, as partículas devem ser removidas do vapor fornecido no processo. Quando aplicado na linha de vapor, o filtro sanitário assume uma segunda função: além da retenção de todas as partículas presentes no vapor, também faz a remoção da água em suspensão, evitando formar condensado com potencial de danificação de equipamentos por golpe de aríete.

Portanto, a aplicação correta de filtros sanitários em sistemas de esterilização por autoclavagem é procedimento que minimiza riscos de biossegurança e evita perdas econômicas. Ao evitar prejuízos por perda de instrumental oxidado ou danos causados aos equipamentos da linha por golpes de aríete, filtros sanitários também tem o papel de reduzir custos nas soluções de engenharia clínica.

CARMEN THOMAZI – carmen@davinciprojetos.com.br

Engenheira Química e diretora na Da Vinci Projetos. Membro do conselho de gestão de várias empresas e docente na Educação Executiva da Faculdade FIPECAFI. Possui experiência em gestão de processos e gestão de pessoas. Executa o planejamento, organização e direção em projetos de gestão sistêmica e educação corporativa.