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Curso de Planejamento e Controle de Manutenção – Aula 02

PLANEJANDO E CONTROLANDO A MANUTENÇÃO

Programador e Planejador de Manutenção.
Essa é a segunda aula do nosso Curso de Planejamento e Controle de Manutenção.
Clique para acessar a Aula 01.

Os Conceitos de Programador e Planejador de Manutenção

Planejamento de manutenção do inglês, Maintenance Planing é o levantamento de dados e posterior análise destes. Dessa forma, existe para tomar as decisões prévias à intervenção, norteando as ações da manutenção.

Durante a fase de planejamento, se monta então o conjunto de ordens de serviço que serão executadas.
Em função de planos de manutenção preventiva sistemática:

  • alarmes de manutenção preditiva,
  • ordens resultantes de inspeções de rota,
  • ordens resultantes de solicitações de conserto feitos pela produção;

É muito importante a montagem de um cronograma com todas as atividades que serão desenvolvidas durante a intervenção programada.

Porque há sempre aquela OS, que é considerada o caminho crítico.
Ou seja, o trabalho a ser realizado que demandará mais tempo, em função de sua complexidade.

Com a montagem do cronograma é possível mensurar então o tempo de parada programada para manutenção.
Assim é possível programar com a produção o melhor momento para tal.
Por isso, em algumas empresas, o setor de PCM, monta um cronograma anual com todas as paradas previstas.

Com o tempo de parada estipulado, há uma revisão das necessidades de manutenção, programadas anteriormente. Por isso, nessa revisão, cruza-se as informações tempo de execução X mão de obra disponível.
Para verificar então as alterações necessárias

Após fechar a “carteira de ordens” temos a próxima etapa do planejamento.
Ela consiste então em providenciar os sobressalentes e materiais.
Além da mão de obra, dispositivos e ferramentas para reparação de um item ou instalação e contratação de mão de obra quando necessário.

Profissional planejador de manutenção

A partir da conclusão da última etapa, passamos então para a programação propriamente dita.
Consiste em viabilizar a execução do planejamento.
Isto é, dentro do tempo estipulado pelo cronograma, “montar o quebra-cabeças”.

Na prática, dentro do meio fabril, as figuras do programador e do planejador de manutenção, estão concentradas no mesmo profissional.

Esse profissional, também é responsável pelo fechamento da parada programada.
Por isso, um dos índices utilizados para tal medição, é o percentual de cumprimento de programação.


Quais as vantagens de ter um Planejador de Manutenção?

Redução da perda de tempo da mão de obra direta:

  • Informa sobre o que fazer e onde fazer;
  • O momento adequado de realizar a tarefa;
  • Informa quais as peças, ferramentas e/ou dispositivos devem ser utilizados em cada tarefa;
  • Otimiza a execução da tarefas, durante de uma intervenção, para se evitar conflitos de execução;
  • Possibilita às equipes de execução focarem em suas tarefas, tendo os recursos necessários para tal;

Aumento de eficiência da mão de obra direta:

  • Aumentar a produtividade  dos executantes;
  • Menor tempo de parada dos equipamentos;
  • Paradas apenas no momento adequado;
  • Padronização de Procedimentos de Execução de Tarefas:
  • O PCM deve trabalhar para que as melhores práticas de manutenção, sejam documentadas;
  • O PCM deve revisar os planos de manutenção preventiva, atualizando pontos como procedimentos, periodicidade, mão de obra necessária, sobressalentes, etc.

Análise de Desvios de Metas e Medidas de Correção:

  • O setor de PCM deve gerir os indicadores de manutenção;
  • Os indicadores de manutenção devem monitorar o desempenho de suas equipes;
  • O setor de PCM deve monitorar os custos de manutenção, através de indicadores;

Principais contribuições do setor de PCM

É fato que ao se implantar o PCM, há aumento da produtividade na execução das tarefas.
Vamos listar alguns motivos:

  • Boa descrição das tarefas – permitindo assim ao executante uma maior eficiência de seu trabalho, ao seguir um procedimento padrão de manutenção;
  • A disposição dos materiais e sobressalentes corretos para uma execução mais eficaz;
  • Há um aumento de parceria entre os setores de manutenção e produção, figurada pelos setores de PCM e PCP, na entrega de máquinas e sistemas;
  • Dimensionamento correto do tempo de execução das tarefas, que é possível através do planejamento e disponibilização dos recursos para execução das tarefas;

Note que tempo suficiente não excesso de tempo, o que torna a demora demasiada, mas sim o tempo correto de atuação.

Influência de outros departamentos no setor de PCM

O bom funcionamento do setor de PCM depende principalmente da atuação de outras áreas da empresa.
Assim como, depende do bom atendimento de seus fornecedores externos.

Dentro da própria manutenção temos os profissionais de execução e supervisão.
Pois o PCM é um dos braços da manutenção moderna.

Eles devem ser responsáveis, por executar o planejado.
Além disso, retornarem com as informações das execuções de forma confiável.
Devem usar os recursos conforme planejado e informar o PCM corretamente sobre as atividades realizadas.

A operação, na figura dos gestores e PCP, devem acordar um cronograma de paradas programadas com a manutenção, na figura PCM.
Respeitando de maneira em que a não entrega da máquina para manutenção na data programada, seja uma exceção em função de demandas de produção e não uma regra.

O setor de PCM deve fazer a manutenção de um bom relacionamento.
Principalmente com outras áreas da fábrica, que são apoio essencial para realização de uma boa parada de manutenção.
Como, por exemplo, o almoxarifado, refeitório, segurança do trabalho, logística, supply chain, entre outros.

Como programar atividades novas em relação a rotina de manutenção

Ao receber uma nova demanda, deve ir ao local a ser manutenido.
Aliás, de preferência com o solicitante, para identificar a real necessidade.

Além disso, detalhar o serviço.
Identificando então as especialidades técnicas envolvidas, para a solução do problema.

Equipe de planejadores de manutenção

Juntamente com os executantes, deve-se fazer um “smed”.
Isto é, um passo a passo da tarefa a ser realizada.

Podendo assim verificar o tempo, mão de obra, ferramentas e dispositivos, materiais, peças e sobressalentes, necessários para cada etapa da atividade.

Além disso, somar o tempo estimado em cada etapa.
Assim é possível dimensionar o tempo necessário para a execução total do trabalho.
Também pode verificar, se por exemplo, esta tarefa será o caminho crítico de uma parada programada.

Para melhor análise nesse caso recomenda-se fazer o mapa de Gantt da tarefa.

Verificar a mão de obra necessária, conforme suas especialidades.
Confrontando assim com a disponibilidades de HH das equipes de manutenção.
Sejam próprias ou externas.

Relacionar todo o material necessário.
Verificar se as peças necessárias estão disponíveis no estoque ou se há necessidade de compra.
Além disso, em caso de compra verificar qual o investimento necessário.

Compras de PCM

Em caso de alto investimento, verificar com os superiores a viabilidade da aquisição.
Além disso, qual o melhor período para a compra.

Emitir pedido de compra.
Encaminhando para o setor de supply chain, as peças que necessitam de compra direta.
A solicitação de compra daquelas peças que fazem parte do estoque da empresa, deve ser realizada pelo pessoal do almoxarifado.

Quando necessário, providenciar a contratação de equipes externas para realização do trabalho.
Economia em contratar planejador de manutenção

Quando disponível, retirar então o material do almoxarifado e acondicionar de maneira que esteja disponível para o momento da execução.

Dessa forma verificar a chegada do material de compra direta.
Quando estiver disponível deve ser acondicionado então junto com as outras peças.

Para atividades complexas descreva tudo o que deve ser feito.
Isto é, documentando e fornecendo procedimentos de trabalho, desenhos e diagramas.

Fábrica, análises de compras PCm

Quando necessário, providencie um treinamento adicional para os encarregados e os executores.
Focado principalmente no trabalho solicitado.

Uma sugestão:

em caso de equipe terceira, coloque uma cláusula em contrato, em que o contratado deverá receber treinamento “in loco” para garantir a qualidade do serviço e evitar retrabalho.

Treinamento - Equipe de PCM

Principais causas de insucessos para Planejador de Manutenção

Duplicidade de Atribuições: 

Quando há mais de um planejador de manutenção.
Pode ser que não seja determinado quem é responsável por qual área ou máquina.

É como diz o ditado popular, “cachorro com dois donos morre de fome”.

Narrativas de tarefas não são claras:

Isso ocorre quando o planejador não busca com o solicitante da tarefa e os executantes as informações necessárias. Pode ocorrer ainda, que o executante agindo de má fé não forneça as informações ao PCM.

O planejador de manutenção não está qualificado para o cargo:

Normalmente planejadores sem qualificação geram descréditos dos setores de planejamento.
O planejador deve ter habilidade e perícia na função e formação técnica.
Assim não ficará refém do conhecimento dos outros.

Planejador de manutenção negligente:

Com isso a programação é feita de forma inadequada e o plano de trabalho fica malfeito.

Mas cuidado, antes de tomar qualquer atitude com relação ao planejador!
Verifique se essa negligência não é transmitida pela gerência de manutenção.

Planejador de manutenção negligente:

Tempo de programação insuficiente: 

Há dois fatores que podem implicar,  na falta de tempo para uma avaliação adequada das tarefas.
Por consequência, afetam o bom planejamento:

  • O tempo entre a chegada da solicitação e o início do trabalho é pequeno;
  • O planejador de manutenção está sobrecarregado.

A mão de obra de planejamento não é suficiente: 

Quando há sobrecarga do planejador, significa que há pouca gente para trabalhar no planejamento.
Conforme a ABRAMAN, a razão ideal vai de 1/15 até 1/25 entre planejador e executantes.

Principais causas de perda de produtividade na execução de manutenção

Executantes ficam esperando por peças ou instruções: 

Quando  o planejamento é negligente, as instruções não são bem descritas.
Muitas vezes se pulam algumas etapas, ignorando as necessidades de materiais, ferramentas e dispositivos.
Quando essas informações são ignoradas, há falta de efetividade durante a execução.

Todos os materiais devem estar dispostos para os executantes.
No instante em que as tarefas são distribuídas.

Equipe em treinamento para planejador de manutenção

Executantes procuram por supervisores: 

Isso ocorre em algumas vezes, porque as equipes não tem confiança no planejamento.
Isto é, resultado muitas vezes de programações malfeitas.

Ocorre também porque não há crédito nos planejadores por parte das chefias.
Já que essas exigem satisfações em demasia durante a execução das tarefas.

Outro motivo muitas vezes, é a falta autoconfiança das equipes.
Por falta de conhecimento ou de treinamento.

Supervisores e executores revisam demais cada item:

Isto decorre da falta de confiança, e/ou se atribui a regras muito rígidas.
Quando as regras rígidas, são em função do processo.
Este tempo deve ser incorporado ao tempo da parada.

Fatores de aumento de produtividade na execução de tarefas

Pessoal motivado: Isso pode acontecer por vários fatores. Mas, essa análise está fora deste estudo.

Descrição bem-feita das tarefas: Isso ocorre quando há cooperação entre executantes, operadores e planejador de manutenção.

As peças e sobressalentes estão disponíveis para execução: Isso é uma consequência de um planejamento e programação bem-feitos.

Colaboração de todas as áreas de apoio: Isso ocorre quando há o respeito, a colaboração mútua e uma parceria entre o PCM e as demais áreas da empresa.

O tempo atribuído é justo para execução da tarefa: Isso também decorre de um planejamento bem-feito.